Acabava de comprar o Público (deixo em letra grande, mas apenas a primeira letra, para que se não confunda com a humanidade), ou seja, um jornal diário que custa infinitamente mais que aqueles semelhantes que nos oferecem (quer dizer, de borla). Uso a expressão infinitamente porque não tenho moedas de zero cêntimos que me permitam a operação matemática e um amigo de engenharia disse que qualquer coisa com zero dá zero, só que eu tive de pagar!
A questão não tinha a ver com a leitura. Foi só a ocasião! Estava, então, a comprar o dito jornal, porque hoje tinha um director diferente. Eu também gostava de ser ministro por quinze minutos, mais precisamente aqueles em que se viaja no Falcão sem problemas…
E, quando estava a comprar o dito jornal, oiço, num grito guinchado, mesmo do lado direito, que é por onde detecto melhor as sonoridades, Adolfo…
Como sabeis, receio que o nome se complete com o último apelido.
Ao ver que era a Felicidade (nem sempre tem sido e, por isso, a primeira letra maiúscula tem aqui todo o propósito e garantia: temo-nos zangado com um hábito tão grande como o que temos de cuidar da higiene corporal, ou coisas assim…) acautelei logo inho, Adolfinho. Como a Felicidade estaria numa tarde de (in)felicidade – o novo namorado anda a teimar que só casam se houver total separação de bens – respondeu-me logo que diminutivos é só no fim: ó diasinhos, tu serás sempre o meu Adolfo!
A questão não tinha a ver com a leitura. Foi só a ocasião! Estava, então, a comprar o dito jornal, porque hoje tinha um director diferente. Eu também gostava de ser ministro por quinze minutos, mais precisamente aqueles em que se viaja no Falcão sem problemas…
E, quando estava a comprar o dito jornal, oiço, num grito guinchado, mesmo do lado direito, que é por onde detecto melhor as sonoridades, Adolfo…
Como sabeis, receio que o nome se complete com o último apelido.
Ao ver que era a Felicidade (nem sempre tem sido e, por isso, a primeira letra maiúscula tem aqui todo o propósito e garantia: temo-nos zangado com um hábito tão grande como o que temos de cuidar da higiene corporal, ou coisas assim…) acautelei logo inho, Adolfinho. Como a Felicidade estaria numa tarde de (in)felicidade – o novo namorado anda a teimar que só casam se houver total separação de bens – respondeu-me logo que diminutivos é só no fim: ó diasinhos, tu serás sempre o meu Adolfo!
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